“Rir é correr o risco de parecer um parvo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor os teus sentimentos é correr o risco de mostrar o seu verdadeiro eu.
Defender os teus sonhos e ideias diante da multidão é correr o risco de perder pessoas.
Viver é correr o risco de morrer
Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar
Mas devemos correr alguns riscos, por que o mais perigo é não arriscar.
Existem pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não tem nada e no fundo não são nada.
Elas até podem evitar sofrimentos e desilusões, mas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.”
Este texto foi retirado de um mail que recebi. Autor desconhecido.

Transcrevo o que estou a viver neste momento.
Poderia calar-me, mas chego a conclusão de que devo dizer. Aliás sinto-o no meu peito, que arde de prazer e aguenta a pressão para não explodir de alegria. No que captei do nosso primeiro contacto é a empatia que foi criada, nesse momento senti algo agradável. Um bom sentimento que não é possível para mim descrever para além de sublime, simples na excelência de um humano como outro qualquer.
Quero voar, quero voltar a sentir esse êxtase. Que bom é recuperar alento de vida. É como uma brisa que invade uma sala de estar e deixa cair a sua frescura em uma tarde de verão.
É estranho, já tinha tido essa conversa antes, lembraste sobre as relações criadas na net? As pessoas que se conhece nos chat´s. Acaba por ser um mundo um pouco a parte da realidade, torna-se tudo um pouco supérfluo, irreal. Foi quando percebi que ambos estamos em sintonia em nossas ideias. Que todas as nossas conversas perdurem no inicio de uma amizade, como é reconfortante.
Escorrem-me lágrimas, lágrimas de prazer, lágrimas de dor. É alegre viver assim gostado, que gosta mas por outro lado é difícil viver com mágoas do passado. Que passaram, mas que ficam gravadas.
Obrigado por seres como és, assim simples, pura e transparente no teu sentimento. Permite-me que te diga (aliás, eu sempre disse que nunca me pouparia em palavras) és tão bonita por fora como és por dentro. Quero que vejas em mim, a minha beleza interior! Aquilo de bom que carrego em mim.
Nos meus sonhos não existem barreiras, retratos de uma realidade, onde tudo é possível:

“Abandonamos a estação, dissimulados por entre a multidão que se apressa para não perder o autocarro. Lágrimas causadas pelas separações não são estranhas nesses locais. Observo estático uma mãe que chora desalmadamente pelo filho que parte, seu corpo fardado não esconde um jovem com medo, medo da separação. Meu coração entra em compaixão, perplexo, quase tenho vontade de o abraçar, mas uma lágrima atrevida ousa descer o meu rosto. Sim está viva a separação em mim, coisas do passado que são relembradas. Sentamo-nos na esplanada e conversamos. conversamos. Falas-me sobre onde vamos passar o fim de semana. Sim porque estamos ainda no meio da semana. Praia? Casa? Cinema?. Todas as sugestões soam a uma novidade, pois eu já ali estive!!! Mas nunca em tua companhia.
Seguimos sem rumo certo. Vamos até uma discoteca. A porta parece tudo um pouco assustador, o barulho, as luzes, a quantidade de gente. Entramos e parece desaparecer todos os receios as luzes põem-nos em transe, corpos movem-se em harmonia com a música, em harmonia com outros corpos. Começamos definitivamente a deixar envolvermo-nos pelo ritmo que cada vez mais aclamava pela nossa sensualidade.
Os teus movimentos destacam-se do resto, não consigo descolar os olhos de cima de ti. E à medida que a noite passa, a música muda, nossos corpos seguem uma frenética reacção em cadeia. Somos levados pelos nosso instintos. O nosso mais secreto "eu", que não parece nada estranho, tudo é familiar. A noite chora lá fora, chora a nossa ausência, nós a sentimos. E saímos, para mais uma aventura. Não estamos minimamente preocupados com as horas, nem com ninguém, só importa a nossa diversão, nossa forma de esquecer, de viver. Já a noite havia caído no horizonte, a manhã dominava o céu. O sol imperador entrava em nossos olhos, intrometendo-se no nosso sono, entrando sem permissão, revelando outro segredo teu, os teus olhos são claros, assim como a tua alma. Uma beleza que não consigo descrever. Fiquei surpreso e até cheguei a pensar que estás a ler os meus pensamentos, sim estás. As ruas de Lisboa sorriem a nossa presença. Linda Lisboa que testemunhas o encontro de duas almas simpáticas, duas almas que vagueiam pelos caminhos de uma vida, vidas distintas, vida que se encontram. E que seria pensar em nossos objectivos, nossos propósitos? Quem somos nós, que caminho seguimos em nossas vidas? Tudo é uma incógnita quando deixamos que nossas vidas tomem uma direcção. Vivemos em mares de dúvidas? É impossível ter alguma certeza.

É este sonho, é esta esperança que me dá força de dia para dia. Sinto-me completo, e até com sorte por poder sonhar. Sonhar que existem outras portas que levam a outros e diferentes caminhos.
Hoje é um dia de glória, nossa glória. Seguimo-nos um ao outro em um momento que foi marcado pelo seu esplendor, pela harmonia.
Bom dia as nossas almas! Nunca pensei sentir assim, grande pelo acto, como se nunca tivesse vislumbrado o céu anteriormente. Ouves o meu coração? Ele diz-me aquilo que sinto. Subitamente o mundo tornou-se perfeito, subitamente os sonhos deixaram de parecer histórias sem sentido. Passamos a ganhar muito. Vencemos a nossa batalha. Somos vencedores. Duelo injusto, dois vencedores.”


São apenas palavras, palavras de uma alma penada. Sonhos que neste pretérito presente são apenas projecções.