A alma hoje fala…

Fala de predição, de uma saudade recolhida.
De um segredo, um mistério por aclarar,
Reflexo de uma existência nunca esquecida
Revivido na memória, para aclamar.

Malícia da memória onde se esconde o inicio,
Memória dos tempos que não se apaga.
A força do “querer” nos tempos de outrora,
Faz sentir a melancolia, tão intensa que afoga
este justificativo que perdoa o esquecimento, agora.

Vai-se a vida
Vivida
Sofrida
Compreendida

Vai-se a geração,
Vão e vêem pessoas,
Umas más, outras boas
Revela-se segredos,
Descobrem-se desejos.
Conhecem-se sombras escondidas,
Outras compelidas.
Uns com sonhos presentes,
Outros com intentos dementes.

Daquela mulher amada,
Fruto desta recordação, declamada.
Que foge ao presente que atormenta,
E revive o passado que ao futuro alimenta.

Vai-se a vida
Nesta memória premissa, presente e futura,
Sempre com “ar” de que dura.

Alimentando de vida sua própria existência, esta saudade.


© Mestrinho