Amor gestante


Raymond Ellstad - "Flyng"

Mergulhas em meditação,
Deixas de resistir a emoção
Para encontrar o amor,
A dor e a humildade.
A alegria e a liberdade,
Sentimento da vida, esse de amar.
Vontade de afrontar
no sentimento do mundo,
que a cada segundo
causa feridas sofridas,
ao longo da vida.
Que faz a face chorar
e no peito gritar,
essa paixão que nasce.
Corpo fisico que morre
Na dor mutante,
No Amor gestante

No espaço entre o que fomos e o que somos
perduram as frases que não foram ditas
aqueles gestos que não foram feitos.
E de toda a história da vida
que o destino não escreveu.
Ainda nos resta algo,
Algo que alimenta
esta "máquina" cíclica da vida.

© Mestrinho

Comentários

Papoila disse…
"Vibra em mim o frémito de uma ternura branda… uma palavra meiga… um grito surdo de vozes subterrâneas… para além de silêncios interditos…as minhas mãos abrem-se num gesto novo famintas de sóis desconhecidos…"
Passa pelo meu bog... Beijo
Perfect Woman disse…
Bom, fico contente por tal gesto Mestrinho, mas o melhor mesmo foi o facto de te teres dado a conhecer pois adorei o teu blogue, e olha que eu não sou de dizer que gosto sem gostar...
Sabes como é, coisas de escorpião!!!
Jinhos ternos
Doryanne disse…
Adorei as palavras, mas desta vez o me udestaque vai para a imagem que escolheste...

FANTABULÁSTICA!

beijokas*
espelhodesombras disse…
Caro Mestrinho, quantas vezes deixamos uma palavra ou um gesto pra depois e nunca mais...abraço...
Marli disse…
Adorei!
Vivemos muitas vezes de mentiras e deixamos fugir a chance de ser feliz, só pra agradar aos outros.
alice disse…
“Fazes-me falta

O silêncio chegou
E espalhou miséria às portas da morte
Assustou os espíritos
E evaporou as conversas de espuma
*
Trazia na trela um cão pequeno
Que latia arrogâncias
E havia fome
No focinho da besta
*
Eu podia simplesmente
Falar da cinza e dos cornos
Ou iludir-te com a falta de luz nos ovários
Mas a espera
Requer vocábulos de natureza puta
*
Eu podia pagar-te
Para ires às mulheres da rua
Deixava a fera assentar o pêlo
E calava os hemisférios
*
Era bem mais fácil
Rogar-te pragas de marfim
Fazer de conta que a lua
Tirou umas férias amarelas
Ou inventar incertezas
No centro do equador
*
Mas ouço a febre descer à montanha
Num repique de sinos alegóricos
E espero durante a hora da missa
Perder-me no bosque para sempre”

Beijinho, obrigada por tudo ;)

A. S.
arcoiris disse…
Será que a paixão é sempre assim tão controversa?
bj
polittikus disse…
Adorei... de facto esta vida é uma verdadeira máquina que se desliga quando menos esperamos...
Elsita disse…
E eu mergulhei no ritmo de cada palavra...muito bom. Obrigada pela visita. Voltarei...até lá; tudo bom

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