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Deep Blue (essay)

Deep Blue (essay) from spyvspy aeon on Vimeo.



Um vídeo simples, composto por belissimas paisagens do Second Life™(mundo virtual). Esta é uma pequena produção feita por spyVspy aeon aka mestrinho

Regresso as origens


Adolphe-William Bouguereau (1825-1905)
Nymphs and Saytr 1873


Ah, minha menina,
Que vieste assim, tão de repente,
Que dominaste por completo.
As mais belas coisas me ensinaste,
De saudades estou repleto
Me provocas,
Abres as janelas...
E do desgastado passeio cheio de limo,
Colho pedaços imperdíveis da infância
Onde vimos as sombras dos grandes pinheiros...
O cheiro forte das abelhas sorvendo o néctar
Como o néctar de Vénus precipitando o mel
Sentimento amplificado
De passado sagrado...?

Ah, minha menina,
Velhos dissabores evaporam.
Anseios desvanecem
Foi como ontem as aventuras,
Perfumadas de travessuras.
Foi como ontem alma gentil,
guardei esta paixão que não dormiu

Ah, minha menina,
Hoje será o abraço forte, a emoção
Poderá ser uma contradição,
Ver-te assim menina madura
Em corpo de Mulher segura.
Dilacerando a saudade
Num beijo sem piedade.

Sonolento,
cantava esta canção
e ouvia.
O doce relógio da vida
E que logo marcaria mais uma volta.
Sem retorno


© Mestrinho

Um sopro afável


Photo: Nicola Ranaldi

Do louco cavalgar quedou o sopro afável.
A respiração profunda entre o silêncio contagiante,
das noites de amor sem tréguas
O amor insaciável, aquele excelente.

O amor é louco… só louco…
No desfilar da sedução, dos tremores, e suores
Minh' alma brilha no teu sorriso fenomenal
Uma brisa leve como o sopro afável, sem igual.

Lembraste do sopro?
Das nossas loucuras, sem censuras,
a descobrir movimentos mágicos
Em posições frenéticas e loucas?
De alma e mente perdido na tua boca.
Nas noites de amores sem trégua
Onde não há lugar para as mágoas
Lembraste do sopro?
Debaixo dos lençóis, os nossos ruídos
Produzindo um acorde maravilhoso
O som saindo de nossos lábios sedentos
Emitindo palavras de carinhos e malícia?
Lembraste do sopro?
O arrepio em choques térmicos, que delícia.
Das nossas mãos atrevidas, a percorrer nossos corpos,
Tocado pelos dedos de um artesão.
Arrancando suspiros de arrepios.
Que molda sem igual a ardente paixão.

É claro que lembras... como poderias esquecer,
Sopro afável.

Um momento que não se apaga,
Que deixa imagens impregnadas,
Molduras retratadas….

Lembras, lembras?

… O sopro afável,
que soa como melodia…

Morphing thru time Apollo 440 - Stealth Mass In FM






Love, faith. Gaia describes his music as sensual, that is very different, the balance of Mother Nature. With a subtle touch of punishment for human weakness, it suffers, it cries.
She is holding her breath and morphing thru time, to reborn over and over. Filmed on Second Life™ on this places; * Lost work * new TRAILS * Rez * Black swan Producer: spyVspy Music: Apollo 440 - Stealth Mass In F#m Using: *Snapz pro X (capture) *Final cut express (render) *LiveType (some fx) *Final encoding (quicktime H.264/5000 kbits/AAC Audio 128 kbps/1280x720 px)

Rasgos de (In)sanidade


Nicola Ranaldi


Das novas vias para velhos caminhos,
Como um mergulho no mar da escuridão.
Faz do dia o que faria com o meu, com carinho.
Abre novos olhos, olhos de aurora,
Cristalinos e vivos,
Sempre como foram outrora

Não chores!
Sobrará sempre tempo para ouvir o lento lamento.
Porque a vida será uma vítima
E a ambição será a inveja!
Agora...
Faz do dia uma união com a noite, um pacto,
Quente, morno e eterno.

Sonha...
E vem ao meu castelo encantado,
Veste-te de medieval,
Transparente, transeunte, indignada, coerente
e letal.
Come lascivamente,
Sem tabu, come docilmente.

Vem...
Estende tua mão.
Dá-me o teu desejo.
Vem, exorcizar.
Dá-me a boca
E a rosa louca.
Um beijo
E um raio de sol.
Nos teus cabelos,
Como um brilhante.
Explode em sete cores
Revelando então os sete mil amores
Que eu guardei somente pra te dar


© Mestrinho

Uma mente burlesca



William Bouguereau
Invading Cupid´s Realm 1892


Posterior ao encontro mundano
e a tua franqueza explícita
tivemos uma visão intrínseca
do mundo e do ser pioneiro.

O corpo, um desígnio da decrépita percepção verbal[*],
estranhíssimo à alma gigantesca;
uma mente burlesca;
resultante do sentimento intemporal.

Uma malícia que se esconde na memória;
Um sorriso instigante nos lábios da vida;
Um reflexo da existência nunca esquecida;
O sentido melancólico de glória.

Gerúndio do tempo;
Da espiral espaço-temporal,
Cronologia sem igual
Assaltando-nos em tormento.
Vai-se a vida,
Da nossa alma, querida.
É uma vida, vivida e sofrida,
do presente ao passado,
recordado de bom grado,
como um mistério revelado.

Senti esse sabor, perdido no tempo. Com um gesto secular (como a sensação de viver um momento durante séculos), vislumbro a noite que há-de vir. Premeditando ou profetizando, sou o que sou e gritarei versos poeticos para suavizar a carícia. Indignados, vivemos neste Fado (sorte, agouro; aquilo que tem de acontecer, que é fatal; (no pl. ) as forças ocultas que regem o destino dos homens).


[*] acto ou efeito de perceber o verbo no pretérito presente

© Mestrinho[spyvspyaeon]

Há dias em que as nossas almas realmente se amam, mas não se entendem…

Por vezes quero descer à terra, mas no escuro
respiro e não percebo, sou como se não fosse,
só há sombras que dançam e ruídos em redor.
E pergunto por que desço, por que me procuro
sem ciência nem método, por que tomo posse
da noite, quando é o dia que é nítido e tem cor.

Porém, de dia nem tudo é perfeito, há medos
que enchem de névoa os olhos. E o desespero
alastra como densos laivos de tinta numa tela;
tudo escurece e alimentas mágoas e segredos,
escondes tudo o que dentro de ti é sincero,
num esgar encurtas o horizonte na tua janela.

É triste quando o dia se intersecta com a distância,
em ímpetos de frequências aparentes e calmas…
quando noite e dia se olham e não se compreendem.
Mesmo unindo-nos um sentimento em consonância,
de facto “Há dias em que as nossas almas
realmente se amam, mas não se entendem…”

© Lia Lemmi @ Blogalize 2004.12.16

Ensaio sobre a "incerteza deliciosa"





vídeo HD - www.youtube.com/watch?v=nwp9i-1IY-Q

Post Original - www.2ndfantasy.org/?p=412

Este é um ensaio sobre o poema “Policromo” (publicado em 2006) no Universo Blogalize blogalizeme.blogspot.com/2006/04/policromo.html . Um sentimento guardado e descrito. Locução; Luís Gaspar - Estúdio Raposa www.estudioraposa.com/ . Música Denyi, sobre uma licença sobre uma Attribution-Non-Commercial-Share Alike 2.0.

Filmado no Second Life™ na região 6pi

Ensaio sobre a Incerteza deliciosa

“Passam as horas e o tic-tac do relógio é como um martelar constante, aumenta de volume à medida que passa o tic, o tac. A tortura apodera-se dos pensamentos. Sim! São as recordações do doce encanto. A noite que reflecte a tua imagem gravada como uma marca d´água! Tic-tac. A loucura tenta apodera-se da consciência, sim algo tem de ser feito algo próprio de um louco, voltar(?), “Não! É melhor não, depois da nossa última conversa. Foi uma discussão definitiva.”. Chega o desespero; o tic-tac segue, aumentando cada vez mais. O nervosismo; ainda se ouvia o coração que bombeava freneticamente, mas nada mais se ouve somente o maldito relógio. Sim, Ide cometer uma loucura! Decidido entro no carro, deixo de ouvir o tic-tac do relógio (aleluia). Acelero como se um demónio tivesse encarnado. À medida que me aproximo, o coração pula, pula, parece querer sair do peito. O engolir em seco. Penso repetidamente o que vou dizer. O caos apodera-se dos pensamentos, é difícil decidir … O que queria mesmo dizer? Os degraus até ao segundo piso parecem uma eternidade, quando contados no anseio de lá chegar, a ti chegar. Fito os olhos cristalinos e sem verbalizar uma palavra que seja, mergulho no pacifico mar da imaginação…

Um poema de que muito gosto e que muito fala do sentimento, uma salva de açoites que faz sangrar a alma. Apenas a materialização de um poema antigo e persistente.

Distorção cognitiva



Photo: Unknown
Effect: Mestrinho

Da elaborada síntese,
Eis que surge,
O manifesto, o esboço,
de forma muito inesperada,
como que perdida pela estrada.
Riscada de uma grafite,
brilhante e deslumbrante.
Onde surge o infinito
da matéria compactada
Onde nasce o Big Bang,
somente em quantidades definidas.
Apenas em números inteiros,
Proporcional ao liquido
Do meu tinteiro.

Não, não é apenas
uma vontade condimentada
nem uma ideia inventada.
Nem uma gramática semântica,
ou uma equação quântica.
É apenas um sentimento que,
aflora pela pele,
Um sentido puro,

Quando...
No inicio de tudo...
Ela aparece,
Ela que surge de rompante
e serpenteia pela mente,
este sentimento demente.
Que causa o movimento impulsivo,
E o pensamento conclusivo.
Do gesto às palavras,
perdura o incitável,
O verso doce,
A palavra que embala,
O gesto que não acaba.
Entendes agora porque
é insustentável o sentimento
de tornar o momento,
Um infinito desejo de bem estar?

Pleno de Amor, pleno de paixão...
Delineados em contornos,
Rabiscos e coriscos,
reservados em palavras e actos
Mesmo quando é do conhecimento,
ela que retrata a alegria,
reflecte a magia
no sentimento breve da demagogia,
Que causa o sorriso que contagia.
Escondida dentro de mim (ou bem visível)...
Mesmo que eu pudesse,
Como evitar?
Como dedilhar?
Como deixar-se não encantar?

Que bela visão fica guardada,
antiga e persistente,
ao tempo, ainda presente.
neste turbilhão de desejos,
Embebido na mão da tempestade.
Que palavras poéticas
teriam melhor ética?
Que palavras
seriam mais susceptíveis à atenção,
A sentir esse brisa suave que bate no coração.

Verbalizo o desejo,
Incandescente
e cruel como o sentido exacto,
Enquanto ato e desato,
As sílabas que fluem,


Imagino e decifro
O voo, a viagem.
Assim tão brusca, assim tão elementar
e faço deste monólogo
o centro irónico
deste universo,

E....

Enquanto penso,
O mundo gira,
regendo-se as suas Leis.
Pactuando,
na forte curvatura da carne
e da letra que descreve,
o encontro ao cabelo,
ou na noite.

Será...

No ombro azul da noite?


* Distorção cognitiva - acto de distorcer, adj., relativo à cognição. s. f., acção de adquirir um conhecimento.

© Mestrinho 6 de Outubro de 2006

Come-me



Ainda não sei
Nem quando nem onde
Mas se estás com fome
Vem
Segura
Me come

Podes ainda esperar
Que ainda
Vou-te penetrar
Nem que para já seja
Com o olhar

Entrar em ti
É amar-te
Por ser macho
Pego-te com o laço
Piso-te como um capacho
Faço e refaço

Até que
Vencido pelo cansaço
Rasgo teu cabaço
E em ti me desfaço.