Percorri os infindáveis e os recônditos cantos da minha memória e encontrei a mais bela das recordações, inspirado no papiro escrito por Akhenaton (Faraó do Antigo Egipto). Regresso ao passado e deleito-me na beleza de:



Fonte de inspiração e admiração.
Corri milhares de palavras e vocábulos
Para transmitir essa admiração.
Transcrevo-me em singelos versos
sobre viagens e sentimentos controversos.

Arquitetei um murmúrio no meu leito,
Doce e fresco lábio
Como murmúrio, com jeito
de sentimento sábio,
invade o peito...

O olhar que deixa fascinado,
rendido,
mexido,
remexe
e aquece,
enfeitiça
e atiça,
sonho na formosura dos teus labios.

O olhar que atravessa,
e arremessa,
medido,
e deixa impedido,
de sentir compreendido;
Pelo sentimento compelido.

O olhar que investiga,
Intriga,
castiga e penetra,
vê e lê.
A boca que intui,
possui e atrai,
orienta e atormenta,

Absorvo este desejo.
sereno,
ameno,
ansioso,
caprichoso,
pudico,
abstrato,
insensato,
intenso,
na tênue luz...
que vem do teu olhar.

Ó Mulher adorada, sombra de séculos de beleza imutável. Desejada pelos mortais, escravos por ti!


© Mestrinho 1993