Como o reflexo de um espelho
Minha alma revela-se tua
Sensação contida
na frieza nua e crua

Uma vontade enorme de dar amor
De sentir a sensualidade contida
Deixar fluir na embriagues do corpo ardente
Nas mãos leves a carícia atrevida

Sugado do ser delirante
como fogo em brasa, soltam-se as mágoas
Numa viagem cósmica de louca paixão
beber no poço do amor, a fresca água

Vontade que alimenta a fogueira acesa no corpo
Que arde e cai como poeira

Como as cinzas de um vulcão,
despido em louca explosão,
Adormecido e
Despido dessa inquietação

© Mestrinho