Uma confissão vou fazer
No amor e no querer.
No sopro de uma mulher
Guardo um desejo firme como rocha
De um dedo perdido nas tuas delicias
No acto da língua e as carícias
Emociona o coração
Nesta vontade de perdição.
Que flúi sílabas nos teus anseios
Neste sentimento cheio como os teu seios
Corri do sol a lua
Na tua pele toda nua
Dei um olhar fotografado
Mesmo sem ser programado.
Vem, corre, dança este fado
Sente o tango que soa em harmonia
Deixa-me sentir também essa alegria
Do gosto saboroso da timidez
Mesmo quando é a minha vez
De nadar na tua boca sem horizonte
Da terra ao céu, como uma ponte
Desta sede sem igual
Como a sede de um animal
Deste encontro que não se mede
Nem tão pouco se perde
Sentir assim febril e excitado
É como sentir por ti encarcerado.

© Mestrinho