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Exuberante amor

  Quando por ti passo, na tua praia, E observo tua silhueta, Envergonhada, deitada n’areia, Quando por ti passo, E esbracejas um sorriso, O sorriso que contém O mistério perverso do compromisso. No trampolim dos sonhos, Tu te rebaixas e rebolas Desejosa de colo. Colo, que eu nunca tive És só uma Mulher que vive. Com a alma envergada Para o dia da vigília, alma velada. E agora que o corpo entorpece Veio a luz clara, como a teia que se tece. A vida que queremos ter antes de viver A vida sofrida de querer, difícil de antever. Como o arco-íris e as suas tintas Coloridas, com formas distintas. Agora que jaz pálida Na essência do dom material Na força do prazer carnal Sem esquecer que eram assim Este esplendoroso jardim Chora e cobre-te de luto Desse amor passado devoluto Deita na minha cama Diz-me agora a quem amas Planta em ti uma semente Da esperança fundida de desejo demente Mostra o teu lado selvagem Assume-te com coragem Porque assim desejaste E a minh´alma encantaste Vem exuber...

Distorção cognitiva

19 anos depois de escrever este poema (escrito em 2006), foi transformado em música (2025). Espero que gostem tanto como eu gostei Da elaborada síntese, Eis que surge, O manifesto, o esboço, de forma muito inesperada, como que perdida pela estrada. Riscada de uma grafite, brilhante e deslumbrante. Onde surge o infinito da matéria compactada Onde nasce o Big Bang, somente em quantidades definidas. Apenas em números inteiros, Proporcional ao líquido Do meu tinteiro. Não, não é apenas uma vontade condimentada nem uma ideia inventada. Nem uma gramática semântica, ou uma equação quântica. É apenas um sentimento que, aflora pela pele, Um sentido puro, Quando. No inicio de tudo. Ela aparece, Ela que surge de rompante e serpenteia pela mente, este sentimento demente. Que causa o movimento impulsivo, E o pensamento conclusivo. Do gesto às palavras, perdura o incitável, O verso doce, A palavra que embala, O gesto que não acaba. Entendes agora porque é insustentável o sentime...

Anatomia de um sorriso

Em tempos de tristeza Colhi do passado um fresco alento De jovens em fase de intento Que nas frustrações, desesperos e ilusões. Palidamente, desistira da eternidade Desistira de tocar o infinito Sei bem que não me compreendes. Sei bem que já estive mais perto do entendimento. E o único que sinto É este momento. E tudo o que tenho para respirar É o breve alento, o de te amar Porque cedo ou tarde Tudo pode acabar. doce saudosismo que aparece como um cismo E torna o pensamento em um cataclismo. A Mulher A debilidade. Docemente recordo-me Dos tempos vividos Dos sentimentos queridos Das situações causadas Dos nossos caminhos pelas estradas, Da vida Das nossas cumplicidades conhecidas. O coração A emoção Em jeito de lobo mal Boca grande Que excita Que convida Ao acto selvagem. O desejo animal, O prazer carnal Desta força fenomenal Não houve amor igual. Vem, volta ao calor intenso Tenho a certeza que ele será imenso. O poema "Anatomia de um sorriso" é uma obra lírica que explora a p...

Policromo

andrel · Policromo O teu olhar denuncia, o desejo alongado dos poros que vertem magia, fico pensativo e corado. Numa promessa silenciosa, de ilimitadas caricias, desfaço e descubro, atreves, atiças, e a pele eriça. Nossas bocas incendeiam, e em fogo, condimenta, pouco a pouco, colhendo, o néctar que alimenta. Sinto o teu cheiro, boca desejosa, lingua dormente, Lábios que sentem, mordendo, Numa fúria tão envolvente, como a paixão ardente, Cai, descansei no teu ventre. Minhas asas batem em vôo livre quando desço os desfiladeiro do devaneio. Quero que fiques na minha imaginação em castelos de principes, castelos de areia castelo no coração. Nos meus pensamentos mais secretos, fantasias d´outros tempos num mundo encantado, com mágicos, fadas e duendes num cenário imaginado, eu sei bem que me entendes. Vôo livre solto como o vento, toco, sinto e invento. crio uma moldura quente ou fria um sonho repleto de prazer colhido pela fantasia, faço o que bem entender sou [Qu...

Poesia por partes

Entre palavras, lágrimas e emoções, O sentimento indomável, do amor impecável, Cheio de diálogos parvos, Monólogos absurdos. Nas mãos pertinentes, Na tortura inocente No silêncio que vigia. Com a tua demagogia Na infecção semântica. O limite do apego, O sossego, mais que os olhos, o olhar. Sorriso omnipresente, Sentimento recente. Do amor eu tenho parte, Corpo curvo em forma de arte, Sobra a parte de outra parte. Outra parte é ninguém, outra parte linguagem, Uma parte pesa e pondera, outra parte delira, Uma parte grita e canta, a outra parte se espanta Uma parte é permanente, outra parte aparece de repente. Uma parte é só vertigem. Outras partes se convergem em uma parte de cada vez. E assim nasce o poema, Composto de muitas partes. e se reparte. "Poesia por partes" é um poema que evoca uma intensa expressão de entrega e devoção. A obra se destaca pela sua profundidade emocional e pelas imagens ricas.  A linguagem utilizada é carregada de lirismo, com um toque de delicadeza e...

Desconcertante

Foi-se esta doce loucura, Da cama, fingindo dormir um sonho, acordada, Ela é uma obstinada exploradora do corpo, Da alma e da mente descontrolada, Eu fico, Ela vai, Secreta, passiva, serena, Mas ela vai, Eu fico. Tonturas, Calor sufocante, Sem dormir quando ela está longe, Reviro capítulos da história, E... Eu vou, Ela fica, E manhã grita e como um ciclo ou um vício Eu volto Ela volta E juntos amamos a loucura, Como se fosse a primeira vez. -x- "Desconcertante" é um poema que reflete sobre as complexidades das emoções e da vida, utilizando uma linguagem poética rica e provocativa. Desde o início, tento estabelecer uma atmosfera de desconcerto, capturando a essência de sentimentos conflituosos que permeiam a experiência humana. A obra é marcada por uma série de imagens vívidas que abordam a dualidade entre o conhecido e o desconhecido, o familiar e o estranho, criando um diálogo interno que ressoa com o leitor. A estrutura do poema contribui para sua pro...

Tem dias...

20 anos depois de escrever este poema (escrito em 2005), foi transformado em música (2025). Espero que gostem tanto como eu gostei Tem dias que eu sou usado, e permito! Tem dias em que a manipulo, e ela permite; Tem dias que a amo, nem sei porquê, Tem dias em que me amas, doida, para quê? Tem dias ... Tem dias .... Tem dias que desejo não acordar, Tem dias em que não te deito, no leito; Tem dias que te quero adorar, Tem dias que fico a preceito. Tem dias ... Tem dias .... Tem dias que te vestes de joias, muitas joias belas... Porém, não me venhas despida; Não se esqueça de juntar a elas Quando vieres, vem com as jóias belas... Brilhantes, bonitas, coloridas, alegres; Todas parecidas contigo! Quando vieres, Vem tu por inteiro... A joias? Afinal! Já não precisas. Tem dias ... Tem dias .... -x- "Tem dias..." é um poema de Mestrinho que encapsula a fluidez e a complexidade das emoções humanas, refletindo sobre as nuances do amor e do desejo. Escrito de maneira lírica e com uma se...