Quando escrevi esta letra, o meu objectivo foi pegar no espírito do “ Abstract Matter ” e trazê-lo para um lado mais tribal, mais físico e menos limpinho. No vídeo original eu estava a brincar com ideias cósmicas, com a nossa pequenez no meio do universo, com aquela sensação f****a de perceber que somos poeira a tentar perceber-se a si própria. Aqui, em vez de ficar preso à filosofia e às imagens bonitas, puxei tudo para o corpo, para o ritmo, para o instinto. O “Abstract Matter” nasceu de uma viagem muito minha, aquela realização de que somos quase nada no meio de tudo isto, mas que mesmo assim esse nada tem peso. Agora, na letra, faço o mesmo mas com batida, com voz, com pulsação. É como se o universo deixasse de ser uma cena distante e começasse a bater dentro do peito. Quis que esta versão soasse a ritual, a fogo, a poeira, a respiração. Quis que fosse uma conversa com o cosmos. Uma conversa crua, humana, instintiva. Aqui eu não estou a tentar entender o universo, estou a sen...
Envolto em um mistério cheio de encanto e admiração. Só consigo transmitir uma mistura de devoção, surpresa e uma forte atração. Dentro, cresce um desejo profundo e silencioso, vindo de algo maior do que a existencia. Há um olhar que atravessa e deixa vulnerável. Ele revela as sombras, os medos e os sonhos mais profundos. Esse olhar cativa, ele leva para um lugar onde já não existe resistencia, e tudo o que resta é a entrega. Ente o fogo e a calma, entre a luz e a escuridão, essa presença que leve. Cada gesto, cada silêncio e cada respiração carregam um poder hipnotizante que molda os pensamentos e governa as emoções. No fim, torna-se parte desse desejo, dessa chama eterna que pulsa por dentro. A alma desperta, e tudo o que se mistura com aquilo que a admira, nos unimos em intensidade e significado. Poema adaptado do meu antigo poema " Abstracto " e " Adultério a Nefertiti " agora transformado em uma bela e adorável música. Letra: From the founta...