Há sentimentos que carregamos há tanto tempo que já nem sabemos separá-los de nós. Pensamentos que conseguimos compreender com clareza, mas que nunca encontramos as palavras certas para dizer. Este poema nasce dessa tentativa, a de finalmente dizer aquilo que tantas vezes fica por dizer. Há um nome que escolhemos não escrever, uma presença que insiste em regressar, silenciosa, mas constante. A certa altura, deixamos de conter e começa a expandir, porque já não há espaço para guardar mais nada. E, no meio de tudo isto, existe um sentimento de tirar o fôlego. Aprender a respirar nesse espaço, entre entregar e recuar, é o verdadeiro tema deste trabalho. Um tango que nunca sabemos bem quando começou, nem se algum dia vai acabar. O tango da vida. Letra: Nunca despi de mim este sentimento sem fim das minhas defesas minhas fraquezas Meus medos palavras mal ditas bem pensadas mal escritas Há um nome que não se escreve um rasto que se repete sem nunca se cansar O ar guarda...
Vejo a vida como um ciclo contínuo de transformação, onde procuro compreender o meu lugar entre a natureza, o tempo e a consciência. Foi dessa reflexão que nasceu esta composição, uma forma de explorar questões universais como a origem, a mudança, a dúvida e a capacidade de encontrar significado nas experiências mais simples. Não pretendo oferecer respostas, mas antes convidar à contemplação . Acredito que o crescimento nasce da aceitação do movimento da existência, onde luz e sombra não se opõem, mas se completam como partes inseparáveis da condição humana. Para mim, a verdadeira descoberta não está no destino, mas na forma como vivo e compreendo cada passo do caminho. Ao unir uma linguagem poética a uma paisagem sonora envolvente, procuro transmitir uma visão da existência assente na harmonia, na interdependência e na constante renovação. É a minha forma de refletir sobre aquilo que nos liga ao mundo e de recordar que, no essencial, reside a expressão mais profunda da vida. E...