Uma reflexão sobre transformação, memória e libertação, construída em torno da relação entre aquilo que deixamos para trás e aquilo em que nos tornamos. A passagem do tempo nem sempre apaga o que vivemos. Muitas vezes, transforma-o. O que antes pesava pode ganhar outro significado, e aquilo que parecia perdido pode permanecer como parte essencial da nossa identidade. Entre sombra e luz, silêncio e movimento, surge uma ideia simples mas profunda, não é necessário compreender tudo para continuar. Há momentos em que aceitar é mais importante do que procurar respostas. É nesse espaço de aceitação que nasce uma nova forma de olhar para nós próprios e para o caminho percorrido. Uma celebração silenciosa da mudança, da consciência e da liberdade de continuar. Letra: Na sombra onde adormeço, acordo e não me conheço. Um segredo em mim pesa, como um suspiro que atravessa. O que fui ficou num fio, preso entre o pleno e o vazio. Não apago o que trago dentro, é nele que ainda me encontro. Ast...
Há sentimentos que carregamos há tanto tempo que já nem sabemos separá-los de nós. Pensamentos que conseguimos compreender com clareza, mas que nunca encontramos as palavras certas para dizer. Este poema nasce dessa tentativa, a de finalmente dizer aquilo que tantas vezes fica por dizer. Há um nome que escolhemos não escrever, uma presença que insiste em regressar, silenciosa, mas constante. A certa altura, deixamos de conter e começa a expandir, porque já não há espaço para guardar mais nada. E, no meio de tudo isto, existe um sentimento de tirar o fôlego. Aprender a respirar nesse espaço, entre entregar e recuar, é o verdadeiro tema deste trabalho. Um tango que nunca sabemos bem quando começou, nem se algum dia vai acabar. O tango da vida. Letra: Nunca despi de mim este sentimento sem fim das minhas defesas minhas fraquezas Meus medos palavras mal ditas bem pensadas mal escritas Há um nome que não se escreve um rasto que se repete sem nunca se cansar O ar guarda...