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Talvez não o compreendas



Um momento de silêncio pode dizer muitas coisas,
Um simples olhar pode conter todas as respostas,
De uma vida sofrida e desgarrada
Vieram sentimentos como que do nada

Foi-se esta lógica.
O promíscuo penar onde:
assassinou-se a esperança.
apresentou-se o desgosto.
retirou-se a vivacidade.
Contraiu-se o medo,
arrependeu-se o conhecimento.
descobertas que traem o coração
do complexo à emoção,
na descoberta à razão
acompanhada pelo silencio das palavras
transforma-se no frio olhar ,
a consciência construída com o tempo,
desmontada em segundos
fruto dos momentos desconhecidos
em sentidos
sobrevivente no sonho
a perde-se em meio aos gestos silencioso
o desgosto apresentou-se.
Apresentou-se a consciência a
entristecer o coração.
Que com a sua falta
de sentido, a constitui.

Talvez seja este somente um desejo de esquecer

E pela vontade de partilhá-lo,
ainda hoje recriamos a vida por amor,
O sentimento nobre e a dor
E pela esperança sustentamos tudo o que nos rodeia,
Colhido de um forte sentimento
A causa desta apneia
À insustentável leveza/ligeireza do ser
uma longa espera de que um dia tornar-se-á,
um sorriso feliz

Mas talvez não saibas que todo
Talvez não saibas mas vem de ti
E o que quero dizer.
Quem sabe o que tu sabes.
Talvez não sabe
O que eu sei
Pois entre tantas coisas,
é também por isso que amo:
Por saber,
Como ninguém de
tudo o que se passa no Amor!

Talvez não o compreendas

-x-


"Talvez não o compreendas" é um poema de Mestrinho que mergulha nas nuances da comunicação emocional e na complexidade dos sentimentos humanos. Através de uma linguagem evocativa e intimista, o autor expressa a luta interna entre o desejo de ser compreendido e a realidade de que, muitas vezes, a verdadeira essência das emoções pode ser difícil de articular ou captar. O poema é uma reflexão profunda sobre a condição humana e as barreiras que existem na comunicação entre pessoas.

Desde o início, o título sugere uma incerteza, uma hesitação que permeia o texto. Essa ideia de incompreensão não é apenas sobre a dificuldade dos outros em entender o que se sente, mas também sobre a dificuldade do próprio eu em decifrar suas emoções. Mestrinho utiliza uma abordagem poética que captura essa dualidade, mostrando que os sentimentos podem ser multifacetados e, às vezes, contraditórios.

O autor traz à tona imagens que evocam sensações e estados de espírito, criando uma atmosfera de introspecção. Ao longo do poema, há uma exploração das diferentes formas que o amor e a solidão podem assumir, refletindo sobre a fragilidade das relações e o impacto que a falta de entendimento pode ter na conexão entre indivíduos. A linguagem é rica em metáforas, capazes de transmitir a profundidade emocional das experiências, fazendo o leitor sentir a tensão entre a esperança de ser ouvido e a frustração da incompreensão.

Conforme o poema avança, a voz poética se torna mais vulnerável, reconhecendo que, apesar do anseio por compreensão, existem aspectos das emoções que permanecem intricados e, por vezes, inefáveis. Essa luta interna é expressa através de versos que comunicam um desejo de partilhar a carga emocional, mesmo sabendo que a tradução desses sentimentos pode ser uma tarefa ingrata.

No final, "Talvez não o compreendas" culmina em uma aceitação de que a incompreensão é uma parte intrínseca da experiência humana. O poema ressalta que, mesmo diante das dificuldades de comunicação, o amor continua a ser uma força poderosa e transformadora. Essa aceitação traz um tom de resignação, mas também de esperança, sugerindo que, mesmo que não se compreenda tudo, o importante é a tentativa de se conectar e expressar.

Em suma, "Talvez não o compreendas" é um poema que reflete sobre a complexidade da comunicação emocional e a busca por compreensão nas relações humanas. Através de uma linguagem lírica e sensível, Mestrinho oferece uma visão profunda dos desafios e das belezas que acompanham a experiência de amar e ser amado, reconhecendo a inevitabilidade da incompreensão, mas também a importância do esforço para alcançar a conexão emocional.


© Mestrinho

Comentários

Anónimo disse…
Vi o repouso da noite vacilante
e as formas materiais recém-nascidas
sem que alguma voz viesse assinalar
o poço de veludo e os imóveis declives.
Mas um arco vazio vibrava sobre a língua
como um local de vento encerrado entre as
águas.
As mãos respiravam e dedos de perfume
acariciavam as sombras. Ecos, imagens,
reflexos, eram uma só toalha de
murmúrios.
Um rosto puro desenhava-se numa árvore
imperturbável.
De astro em astro a noite amadurecia.
O corpo era um sol negro e um barco
incandescente.
Anónimo disse…
Olá, obrigada por ter me respondido lá na Comunidade do Blog, agradeço de coração.
Adorei vir aqui, achei muito legal isso de poder trocar de música como gosta, muito boas também as mensagens.
Beijos no seu coração e boa semana.
Anónimo disse…
o amor é incompreensível
Anónimo disse…
a doçura do sol da deusa do amor e doce
Anónimo disse…
Puxa, de todos os blogs que estive visitando hoje o seu GANHOU...simplesmente amei a poesia, disse tudo e mais um pouco o que eu queria tanto escrever e nunca consegui. Ah e tbem vim dizer que sinto sua falta la no meu cantinho faz um tempo que nao recebo um comentario seu.
Mas mesmo assim,
Uma otima semana!!
BlueShell disse…
Estou a morrer de sonito...mas gostei de ler. Ainda bem que vim.
***BShell***
Anónimo disse…
O amor nem sempre se compreende...
Mas é tão bom senti-lo...

Beijokas e boa semana*
Anónimo disse…
Só hoje pude ir ao teu blog e digo-te francamente que gostei. Não é usual um blog tão romântico vindo de um homem. Felizmente que os há. Um bem haja!
arcoiris disse…
Quem não tem desejos que gostaria de esquecer? eles teimam em queimar a pele e fazerem-nos lembrar do que nao devemos.
Bjufas
Wakewinha disse…
E se sabes assim tanto, podes dizer-me alguma coisa?? =/
Beijinho*

[Lê e divulga!]
Anónimo disse…
Vim desejar uma excelente semana e deixar uma beijoka Vampiresca
Anónimo disse…
Olá!!!
Seu blog é muito show, adorei, li alguns poemas, são maravilhosos, parabens.
Boa semana, bjokas
Papoila disse…
Obrigada pela tua visita e palavras lá no campo. Do que li hoje quero dizer-te que nada é mais delicado que o tecido do olhar... Um olhar é sempre um nascimento... e como um navio equilibra a subsTância das coisas... Num toque de olhos podemos abrir a corola fechada do mundo de cada um e cair tão dentro da nossa substância submersa! "Pois entre tantas coisas, é também por isso que amo..." Beijo
Anónimo disse…
Há muito quem não compreenda...
Há muito quem não queira compreender...
Há quem rejeite...
Há quem não saiba o que perde...
(mas não sou eu!!! :)) )
Um beijo doce para alguém de infinita doçura
oooiE, muito obrigado pelo mail.
Que bom vc gostou do meu humilde bloguinho!
Espero que volte mais vezes! rs**
Amei a poesia.
Por agora estou sem tempo pra mexer em tudo aqui, mas assim que terminar a reforma voltarei pra te conhecer melhor.
E se caso EuZinha esqueça, me faça lembrar ! ak. ak. ak.
BjaoZao
Anónimo disse…
Olá, encontrei esta página por acaso. Adorei e não pude deixar de comentar.
Bjos